domingo, 3 de junho de 2012


Curiosidades sobre o Monte Fuji (FujiSan)







Curiosidades sobre o Monte Fuji
O Monte Fuji (富士山) é um dos símbolos e um dos mais belos cartões postais do Japão, além de ser considerada uma das montanhas mais bonitas do mundo, devido à sua beleza e simetria. Na verdade, o Fujiyama não é simplesmente uma montanha. Se trata de um vulcão que está em inatividade há mais de 300 anos e que acabou se tornando uma das atrações mais populares do Japão, sendo muito procurado por turistas, além de ser muito amado e reverenciado pelo povo japonês.

Essa bela montanha serve de inspiração para diversos artistas há várias gerações, seja em forma de poemas, romances, pinturas ou fotografias. Embora seja belo em todas as estações, o Monte Fuji alcança o ápice da sua beleza durante a Primavera, onde o seu cume coberto de neve é emoldurado pelas flores de cerejeira. Esse cenário lhe fez ganhar o apelido de Fuji Konohana Sakuahime, que significa “fazendo a flor desabrochar brilhantemente.”
Monte Fuji na Primavera
Monte Fuji na Primavera

Curiosidades sobre o Monte Fuji:

• É chamado Fuji-san (富士山) em japonês e a origem do nome Fuji é controverso. Alguns dizem que deriva da língua da tribo indígena Ainu, que ao pé da letra significa “vida eterna”. Os estudiosos, no entanto, dizem que o nome se origina da língua Yamato e refere-se a “Fuchi”, a deusa do fogo budista.
• Embora seja bastante conhecido por nós ocidentais como Fujiyama, devido ao último kanji (山) significar montanha, a única forma correta de fazer referência ao monte Fuji é Fuji-san, que também significa montanha, usando o mesmo kanji.
• Outros nomes japoneses utilizados para fazer referência ao Fuji-san, que caíram em desuso, incluem Fuji-no-Yama (montanha de Fuji), Fuji-no-Takane (pico alto de Fuji), Fuyō-hō (Pico de lótus’) e Fu-gaku (Fuji montanha).
Monte Fuji, reflexo no lago Tanuki
Monte Fuji, reflexo no lago Tanuki




• Fuji-san é considerado uma montanha sagrada para muitas religiões. O povo Ainu reverenciavam o grande pico. Os xintoístas criaram um santuário no topo em reverência à deusa Sengen-Sama, que encarna a natureza. Já a seita Fujiko acredita que a montanha é um ser que possui alma.
• O Monte Fuji é considerado sagrado pelos japoneses desde os tempos antigos pelos budistas, que acreditam que a montanha é a porta de entrada para um novo mundo, juntamente com o Monte Tate e Monte Haku, que formam as “Três Montanhas Sagradas” do Japão.
• O Fuji-san é a montanha mais alta do Japão e a 35ª do mundo; O ponto mais alto tem 3.776 metros de altura. Sua cratera é de 820 metros de profundidade e tem um diâmetro de superfície de 1.600 metros.
Monte Fuji e Templo, no Parque Nacional Fuji-Hakone-Izu
Monte Fuji e Templo, no Parque Nacional Fuji-Hakone-Izu
• O Monte Fuji é a montanha mais escalada no mundo. São mais de 200 mil pessoas que sobem até o cume todos os anos, nos meses de julho e agosto. Cerca de 30% das pessoas que sobem são estrangeiros.
• Há um ditado japonês que diz que todo homem nascido no Japão, deve escalar o Monte Fuji, pelo menos uma vez em sua vida. Ao fazer isso, ganhará benção espiritual e sorte em sua vida.
• O Monte Fuji fica na fronteira entre as províncias de Yamanashi e Shizuoka e a uma distância de cerca de 60 quilômetros a sudoeste do centro de Tóquio. Devido à pouca distância, os moradores de Tóquio e Yokohama podem ter o privilégio de avistar a montanha nitidamente em dias claros.

Vista do Monte Fuji em fim de tarde à partir de Tóquio
• Monte Fuji é um vulcão adormecido há mais de 3 séculos. A montanha foi formada em quatro fases de atividade vulcânica há mais de 600.000 anos atrás. A última erupção do Monte Fuji ocorreu de 16 de dezembro de 1707 a 01 de janeiro de 1708.
• A primeira pessoa a subir o Monte Fuji foi um monge anônimo, no ano de 663; Depois, o pico passou a ser escalado apenas por homens. O primeiro ocidental conhecido por escalar Fuji-san era Sir Rutherford Alcock, em setembro de 1860.
• Mulheres eram proibidas de subir até o cume, até a Era Meiji, no final do século 19. A primeira mulher branca a subir o Monte Fuji, foi Lady Fanny Parkes em 1867.
Monte Fuji e Shinkansen
Monte Fuji e um dos Shinkansen que passam em torno dele
• A temperatura média no topo varia de 18 a 8 graus celsius no verão. Porém, como venta bastante a sensação térmica é de graus negativos. Já no inverno a temperatura no topo pode chegar a – 40° C.
• Existes 4 rotas principais para subir o monte fuji: Yoshidaguchi, Subashiri, Gotemba e Fujinomiya. Em cada trilha, se encontra 10 paradas, onde se pode encontrar bebidas, comidas e lugares para descansar. A cada parada, as coisas ficam mais caras, portanto o ideal é levar mantimentos.
• O Monte Fuji é cercado pelos Cinco Lagos de Fuji (Fujigoko): Kawaguchi, Yamanaka, Sai, Shoji e Motosu. O Monte Fuji, o Fujigoko, além de Hakone, Península e ilhas de Izu, fazem parte do Fuji-Hakone-Izu Kokuritsu Kōen, um Parque Nacional, com várias centenas de quilômetros que abrange as províncias de Yamanashi, Shizuoka, Kanagawa e Tóquio.
Monte Fuji Parque Nacional Fuji-Hakone-Izu
Monte Fuji Parque Nacional Fuji-Hakone-Izu
• O cantor Kyu Sakamoto contratou carregadores para levar um piano para uma apresentação no topo.
• O Monte Taranaki na Nova Zelândia tem 2518 metros de altura e é tão parecido com o Fuji em alguns ângulos e aspectos, que se passou por ele no filme ¨O Último Samurai¨.
• Em 1910, a compositora e caligrafista Iwaya Sazanami, criou a música “ Fuji-San “em homenagem ao Monte Fuji. A música é cantada até hoje pelas crianças.
Veja a letra, tradução e o vídeo abaixo:
LetraTradução
Atama o kumo no ue ni dashi,
shiho no yama o mioroshite,
kaminari-sama o shita ni kiku,
Fuji wa Nippon-ichi no yama.
Aozora takaku sobie-tachi,
karada ni yuki no kimono kite,
kasumi no suso o toku hiku,
Fuji wa Nippon-ichi no yama.
Tem uma cabeça acima das nuvens
Olha para as montanhas ao redor
Ouve um trovão abaixo
Fuji, a montanha mais alta do Japão
Está alto no céu azul
Vestindo um quimono de neve
e uma bainha prolongada de névoa
Fuji, a montanha mais alta do Japão
Vídeo:
monte-fuji-galeria



Cultura Japonesa! Cerimônia do Chá



A cerimônia do chá japonesa (chanoyu 茶の湯, lit. "água quente [para] chá"; também chamada chadō ou sadō, 茶道, "o caminho do chá") é uma atividade tradicional com influências do Taoísmo e Zen Budismo, na qual chá verde em pó (matcha, 抹茶) é preparado cerimonialmente e servido aos convidados. O matcha é feito da planta chamada chá, camellia sinensis. 


O praticante de cerimônia do chá precisa ter conhecimento de uma ampla gama de artes tradicionais que são parte integral do chanoyu, incluindo o cultivo e variedades de chá, vestimentas japonesas (kimono), caligrafia, arranjo de flores, cerâmica, etiqueta e incensos — além dos procedimentos formais de seu estilo de chanoyu, que podem passar de uma centena. Assim, o estudo de cerimônia do chá praticamente nunca termina. Mesmo para participar como convidado em uma cerimônia formal é preciso conhecer os gestos e frases pré-definidos, a maneira apropriada de portar-se na sala de chá, e como servir-se de chá e doces, 

Beber chá é um costume introduzido no Japão, no século IX, na forma de chá de infusão (団茶, dancha) por um Monge Budista Eichu (永忠), quando retornava da China ao Japão, aonde conheceu a Erva, de acordo com a lenda, após 200 anos. O chá tornou-se a bebida mais consumida no Japão, e cultivada em seu próprio território.


O costume de beber chá, iniciou-se de forma medicinal, e por razão de luxo, uma vez que era importada da China. no século IX, O Autor Chinês Lu Yu escreveu o Ch'a Ching , um manual sobre o cultivo e preparação do chá. A vida de Lu Yu foi influenciada pelo budismo. A idéia dele foi crucial para a criação e aprimoramento da cerimônia.

No século XII, um novo tipo de chá surge, o matcha, foi trazido por Eisai, outro monge japonês retornando da China. Considerado um chá verde mais forte, retirado da mesma planta de chá preto , foi inicialmente utilizado em rituais em Templos Budistas. Já no século XIII, samurais já consumiam a bebida matcha, como uma adaptação do Budismo, com isso, o futuro do chá estava traçado.


Por volta do século XVI, beber o chá se popularizou, chegando a atingir todas as camadas sociais do Japão. Sen no Rikyu, um dos maiores destaques na história da cerimônia do chá, seguido pelo seu mestre, Takeno Jōō, de acordo com a filosofia  ichi-go ichi-e, cada cerimônia do chá é única, e nunca poderá ser reproduzida. Seus ensinamentos foram responsáveis pelo desenvolvimento de novos estilos arquitetonicos japoneses, como Jardins, Arte e todo o desenvolvimento e criação da cerimônia do chá. E os ensinamentos resistem até hoje.

Os Utensílios da cerimônia são chamados de dōgu (道具, literalmente "Ferramentas"). A quantidade de dōgu necessários a uma cerimônia varia em função da escola e do estilo da demonstração. A sua variedade, nomes específicos e combinações de utilização tornam impraticável pela sua extensão a inclusão neste espaço de uma lista pormenorizada. Existem no Japão dicionários específicos que chegam a ter centenas de páginas. Apresenta-se de seguida uma lista simplificada com os itens essenciais:

Fukusa (lenço de seda)
Chawan (taça)
Natsume ou Cha-ire (boião para o chá em pó)
Chasen (batedor para preparar o chá)
Chashaku (espátula para servir o chá em pó)
Chakin (pano para limpar a taça)
Hishaku (concha de bambú)
Kensui (recipiente para a água suja)
Tana (pequena estante para colocar os utensílios)
Kama (panela de ferro)
Furo (braseiro)


A Harmonia resulta da interação do anfitrião, do convidado, da comida servida, dos utensílios usados e da natureza. Antes do chá, será oferecido doce ou uma leve refeição ao convidado cujos pratos estarão de acordo com a estação do ano. O segundo princípio, o Respeito, refere-se à sinceridade do coração, aberto para um relacionamento com o ser humano e a natureza, reconhecendo a dignidade inata de cada um. A Pureza, segundo os ensinamentos de Rikyu, relaciona-se ao simples ato de limpar. Os preparativos, o próprio serviço do chá e a limpeza após a cerimônia estão colocando em ordem, também, o seu próprio íntimo. E, esta ordem é essencial. Finalmente, a Tranquilidade é o conceito estético próprio do chá, alcançado através da prática constante em nosso cotidiano desses três primeiros princípios básicos. Segundo Rikyu, o ponto essencial do Caminho do Chá é que seus princípios são dirigidos à totalidade da existência e não somente aos momentos vividos em uma sala de chá. E é uma disciplina a ser treinada durante toda uma vida. São necessários pelo menos 10 anos para o domínio de todas as nuanças relativas à cerimônia.
A sequência de gestos é realizada pelos mestres e aprendizes que fazem a cerimônia. O preparo da bebida e o ato de servir têm um significado espiritual, ao qual se dá o nome de chado, ou caminho do chá, que tem três princípios básicos: todos são iguais, respeito ao outro e gratidão por aquele que prepara o chá.

Em média uma cerimônia dura 40 minutos, mas em alguns casos pode chegar a 4 horas. O tempo se alonga se for considerado o início da cerimônia, quando ocorre a caminhada por um jardim de pedras tipicamente japonês. O ponto alto acontece quando os participantes compartilham o momento de tomar a bebida.

domingo, 14 de agosto de 2011




Yakudoshi significa anos críticos ou anos de calamidade. Os japoneses acreditam que certas idades são consideradas se azar e que as pessoas ficam mais susceptíveis à desgraças, infortúnios ou doenças.
As idades de azar para os homens são 25, 42 e 61, e para as mulheres 19, 33 e 37, embora existam variações dependendo da região no Japão. As idades de 42 para homens e 33 para as mulheres são consideradas as mais críticas e significa honyaku (grande calamidade). Talvez seja porque os números 42 e 33 são números que foneticamente transmitem azar.
O número 42 pode ser pronunciado “shi-ni”, que tem o mesmo fonema da palavra “morte”, e e 33, quando pronunciado como “Sanzan” significa“duro”, ” terrível “, ou “desastroso”. No ano de yakudoshi, os japoneses costumam ir à santuários para uma cerimônia para afastar o sofrimento e azar (yakubarai).
Outra coisa a fazer para espantar o azar é a família e amigos darem uma festa para comemorar o aniversariante azarado. No ano seguinte é a vez do aniversariante dar a festa, nem que seja apenas com a família e poucos amigos. O que importa na verdade não é a festa em si. É o ato de celebrar com familiares e amigos.
No Brasil, já faz parte do costume celebrar o aniversário todos os anos, mas no Japão, eles têm idade certa para celebrar.
Pode ser que para nós seja apenas uma superstição, porém os japoneses acreditam de verdade nas idades críticas, devido a muitas coincidências de pessoas que passam por problemas nessas idades, tanto na saúde como na vida financeira e profissional.
Muitas pessoas também acreditam que o ano anterior (maeyaku) e o ano após o yakudoshi (atoyaku) também são críticos e também deve-se tomar cuidado. Há quem diga que se a pessoa não cumprir o ritual no ano certo, ganha 7 anos de azar, tendo que nos próximos 7 anos pagar sua festa de aniversário e se possível dar um rolê no santuário para se livrar do azar.




Desde 1993, uma pequena aldeia japonesa chamada Inakadate, cria imagens deslumbrantes em seus campos de plantação de arroz, mostrando que há sempre um jeito novo de mostrar a beleza da arte, utilizando a natureza como instrumento.


A idéia iniciou-se como uma forma de atrair visitantes para a região e assim angariar dinheiro dos turistas. A idéia deu tanto certo que a região está se tornando cada vez mais conhecida, não só no Japão como no mundo todo.


Agora, outras regiões no Japão, investiram nessa técnica e também estão criando suas artes em meio a natureza. É realmente um grande espetáculo!


Os turistas se impressionam tanto, que acham que foi usado tintas especiais para compor o desenho, mas na verdade para obter os contrastes de cores, os cultivadores plantam nos locais precisos, três tipos diferentes de arroz, cada um com uma cor diferente.


Inakadate fica localizada no Distrito Minamitsugaru de Aomori, no Japão. A área total da vila é 22,31 km ² com uma população com pouco menos de 10.000 habitantes. Cada ano, os agricultores e moradores da região se mobilizam para plantar e assim criar as imagens magníficas. É um verdadeiro trabalho em equipe!


Visto de cima, estas obras de arte são impressionantes. As obras primas podem ser vista entre julho e agosto, até que a safra seja colhida em setembro. A cada ano, uma imagem diferente e é incrível ver como é possível tamanha perfeição e riqueza de detalhes. Esse ano o tema foi esse:

 fonte: Japãoemfoco


terça-feira, 31 de maio de 2011


10 Coisas A Serem Aprendidas Com O Japão

Recebi essa mensagem através de uma amiga e achei muito interessante. O Japão é um país que não perde a elegância nem diante de catástrofes como o TERREMOTO E TSUNAMI  que ocorreram esse ano!
Imagina se tivesse acontecido no Brasil?...Bom, na verdade é melhor nem imaginar…

Devemos aproveitar esses exemplos que o Japão ensina mesmo na hora da dor!

1 – A CALMA

Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.

2 – A DIGNIDADE

Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.

3 – A HABILIDADE

Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram.

4 – A SOLIDARIEDADE

As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.

5 – A ORDEM

Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.

6 – O SACRIFÍCIO

Cinquenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?

7 – A TERNURA

Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.

8 – O TREINAMENTO

Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.

9 – A IMPRENSA

Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas calmas reportagens dos fatos.

10 – A CONSCIÊNCIA

Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.

fonte: japao em foco

domingo, 15 de maio de 2011


Fukushima

O presidente da Tokyo Electric Power (TEPCO), Masataka Shimizu, pede desculpas às pessoas evacuadas de suas casas devido à crise nuclear do Japão e promete compensá-los. O projeto de compensação custará cerca de 50 bilhões de ienes, segundo Masataka Shimizu.

Aproximadamente 80 mil pessoas tiveram que abandonar suas residências deixando tudo para trás após o terremoto do dia 11 de março, onde os engenheiros ainda enfrentam enormes problemas com água radioativa e reatores superaquecidos. No início desta semana, o governo disse que iria expandir a zona proibida a cinco novos bairros à partir da Usina, onde os níveis de radiação ainda podem representar uma ameaça à saúde a longo prazo.
A empresa tem estado sob pressão crescente para compensar os moradores obrigados a se deslocar para centros de evacuação de todo o país. Sem conseguir ver um fim para a crise, funcionários do governo não são capazes de dizer quando e nem se os moradores poderão retornar. Haverá também indenizações aos agricultores e pescadores que tiveram suas vidas destruídas após a crise nuclear.
Os pagamentos das indenizações deverá levar algum tempo, dada a dispersão geográfica de pessoas evacuadas, mas o governo do Japão garante que o pagamento será feito “o mais rapidamente possível”. “Há cerca de 150 alojamentos com desabrigados, por isso vai levar tempo até que todos recebam seu dinheiro”, disse o Ministro do Comércio, Banri Kaieda.

Coleta de sangue x células tronco


Enquanto isso, funcionários de saúde foram orientados a coletar o sangue de centenas de trabalhadores que operam em áreas de risco no caso de exigir transplante de células estaminais, devido à exposição a níveis perigosos de radiação.
Especialistas japoneses disseram que as amostras de sangue podem fornecer uma fonte de células-tronco que poderiam ser usados ​​para reconstruir a medula óssea em caso de exposição acidental. “O perigo de uma futura exposição à radiação acidental não é descartada. Já houve uma série de tremores secundários graves ainda neste mês de abril”, disseram Shuichi Taniguchi, do Hospital Toranomon em Tóquio e Dr. Tetsuya Tanimoto, da Fundação Japonesa para Pesquisa do Câncer.
A coleta de sangue dos trabalhadores exclui a necessidade de encontrar um doador compatível, cujas células poderiam ser rejeitadas, e assim minimizam as chances de infecção. A Comissão de Segurança Nuclear do Japão tem até agora resistido aos pedidos de coleta de sangue para evitar causar pânico entre os trabalhadores.

Tepco ganha fúria da população


A empresa TEPCO têm sido alvo de diversas reclamações da população. A empresa que fornece energia para cerca de 33% do território japonês, tinha pretensões de expandir fornecimento para todo o Japão, porém depois de ganhar tanta hostilidade, parece improvável que consiga.
O motivo de tanta rejeição começou quando a empresa ofereceu uma indenização de cerca de US$ 11 (R$ 17) para os moradores da região atingida pelo vazamento nuclear.
A “modéstia” do valor irritou muitos japoneses que estão em situação precária após o terremoto e o tsunami que atingiram o país. A indenização de 20 milhões de ienes (US$ 273 mil) seria distribuída para toda população de risco, mas como a população local supera os 20 mil habitantes, cada residente receberia menos de 1.000 ienes (cerca de R$ 17) cada um. Isso não ajudaria nada os flagelados e portanto a proposta da Tepco foi rejeitada.
Tepco perdeu mais de 3/4 do seu valor de mercado nas últimas cinco semanas e com essa lei de compensação pode cair ainda mais, já que o pagamento dos danos totais podem chegar a 130 bilhões de dólares a menos que haja um fim rápido para a crise.

Fotos de desabrigados em Fukushima


desabrigados en fukushima

fonte:Japão em foco

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Kimono – Roupa tradicional japonesa

Quimono

O Kimono Japonês é uma das vestes tradicionais mais conhecidas do mundo.
A palavra Kimono significa “coisa de vestir” (kiru=vestir, mono=coisa), em outras palavras, “roupas”, e até meados do século 19 foi a roupa usada por todos no Japão. Isso começou a mudar lentamente com a importação de ternos, vestidos e outras modas ocidentais durante a Era Meiji .

Existem diferentes tipos de kimono para diferentes ocasiões e estações, incluindo aquelas usadas pelos homens. Ultimamente é usado por algumas pessoas mais velhas ou artistas tradicionais. O Kimono não faz mais parte da roupa cotidiana dos japoneses, mas ainda são amplamente usados ​​em ocasiões especiais como casamentos e cerimônias de graduação.

xilogravura Ukiyo
xilogravura Ukiyo

Graças à popularidade das xilogravuras de Ukiyo no Ocidente no início do século passado, a donzela vestida de kimono, se tornou uma das imagens mais simbólicas do Japão. Vestir-se de kimono e outros acessórios das Gueixas ou Maiko ainda é uma das atividades mais populares para os turistas que visitam a terra do sol nascente.
Uma das razões é o custo, pois existem kimonos de seda que podem custar mais de um milhão de ienes. Há também a questão de como colocar o kimono e amarrar o obi (faixa decorativa), um processo complicado que está além da capacidade de muitas mulheres jovens. Elas geralmente têm de pedir às suas mães para ajudá-las ou fazer curso em uma escola de kimono. Outra razão é a influência da moda ocidental, que fazem com que cada dia menos japoneses queiram usar as vestimentas tradicionais.

História e evolução do Kimono

História do Kimono

História do Kimono

A ilustração à esquerda mostra como o design do kimono tem mudado ao longo dos séculos. No período Nara (710-94), uma peça chamadakosode (mangas pequenas) foi usado, inicialmente, como roupa de baixo e mais tarde como um vestuário exterior, tanto por homens e mulheres. A peça tornou-se conhecido como um kimono do século 18. Embora hoje muito menos comum do que costumava ser, é provável que um turista veja pelo menos uma destas peças de vestuário durante a sua estadia.
As mulheres usam kimono quando participam de artes tradicionais, tais como uma Cerimônia do Chá ou Ikebana. Meninas e mulheres jovens, solteiras usam Furisode, um estilo colorido de quimono com mangas compridas e amarradas com obi com uma cor brilhante (faixa). Kimono feito em tecido com motivos geométricos simples, chamado Komon Edo, são mais simples e casuais.
Nos casamentos, os noivos, muitas vezes, passam por diversas trocas no figurino. Um deles é a noiva vestir um shiromuku, um kimono pesado, com bordado branco e  uma peruca elaborada. O noivo veste um kimono preto de seda que leva o brasão da família, hakama (saia pregueada) e meias pretas compridas chamado haori. Ocasionalmente são usados ternos ocidentais em pessoas do sexo masculino durante a cerimônia do casamento.
Para funerais, tanto homens como mulheres usam kimono preto liso. Muitas vezes é difícil dizer se um cara está indo para um casamento ou um funeral, exceto pela gravata, que é branca para casamentos e preta para funerais.
Em janeiro de cada ano, jovens de 20 anos comemoram o dia da Maioridade. Outras ocasiões, que se veste kimono incluem Ano Novo ,cerimônias de formatura e Shichi-go-san para as crianças.
Tradicionalmente, a arte de vestir um quimono era passado de mãe para filha, mas as escolas nestes dias especiais ensinam as técnicas necessárias. A primeira coisa é colocar a tabi (meias brancas de algodão), depois coloca-se a roupa interior, um kimono branco, de algodão, chamado nagajuban, que é amarrado com um cinto datemaki, e finalmente o kimono, com o lado superior esquerdo à direita (direita para a esquerda só é utilizado quando veste um cadáver para o enterro) e amarrado com o obi. Sobre o nagajuban, tem a haneri (colar), que fica dentro da gola do kimono. É uma forma de chamar a atenção ao pescoço, considerada a parte mais sensual da mulher que veste um kimono. Nos pés, sandálias zori, feitas de palha, são geralmente usadas.
Os Kimonos são tradicionalmente feitas de tecidos de seda, mas os de lã ou sintéticos, são usados ​​durante os meses mais frios. Yukata (kimonos de algodão) são usados ​​por homens e mulheres durante os meses de verão e após o banho em onsen (resorts de fontes termais) eRyokan (pousadas tradicionais). Muitas vezes elas são usadas com geta, calçado de madeira. Originalmente usado para a casa de banho da classe alta e feito de algodão branco liso, yukata se tornou popular entre as pessoas comuns. Hoje, yukatas coloridas são comuns em festivais de verão e fogos de artifício, principalmente para mulheres jovens e crianças.

Partes do Kimono

kimono

fonte:Japão em foco

quinta-feira, 5 de maio de 2011


Musicas japonesas infantis
Aprender japonês com músicas infantis japonesas

Uma boa forma de aprender um pouco o japonês, é aprender a cantar músicas japonesas, especialmente as infantis que possuem uma linguagem mais fácil.
Veja abaixo alguns exemplos de músicas japonesas infantis:


ことりのうた (Música do pássaro)


kotori wa totemo uta ga suki
kaasan yobu no mo uta de yobu
pi pi pi pi p i chi chi chi chi chi pichikuripii
kotori wa totemo uta ga suki
tousan yobu no mo uta de yobu
pi pi pi pi pi chi chi chi chi chi pichikuripii

アイアイ (Ai Ai)


Aiai Aiai Osarusan dayo
Aiai Aiai Minami no Shimano
Aiai Aiai Shippo no nagai
Aiai Aiai Osarusan dayo
Aiai Aiai Osarusan dane
Aiai Aiai Kono Hano ouchi
Aiai Aiai Omeme no marui
Aiai Aiai Osarusan dane~~!

おうま(Seu cavalo)


Ouma no oyako wa nakayoshi koyoshi
Itsudemo issho ni pokkuri, pokkuri, aruku.
Ouma no kaasan yasashii kaasan
Kouma o ninagara pokkuri, pokkuri, aruku.

うみ (Mar)


Umi wa hiroina
Ookiina
Tsuki ga noboru shi
Hi ga shizumu
Umi wa oonami
Aoi nami
Yurete dokomade
Tsuzuku yara
Umi ni ofune wo
Ukabasete
Itte mitaina
Yoso no kuni
Umi wa hiroina
Ookiina
Tsuki ga noboru shi
Hi ga shizumu

かたつむり (Caracol)


Den den mushi mushi katatsumuri
Omae no atama wa doko ni aru
Tsunodase yaridase atamadase
Den den mushi mushi katatsumuri
Omae no medama wa doko ni aru
Tsunodase yaridase medamadase
Den den mushi mushi katatsumuri
Omae no atama wa doko ni aru
Tsunodase yaridase atamadase

チューリップ (Tulipa)


Saita, saita churippu no hana ga
Naranda, naranda aka, shiro kiro
Dono hana mite mo kireidana
Saita, saita churippu no hana ga
Naranda, naranda aka, shiro kiro
Dono hana mite mo kireidana


Haha no Hi (Dia das Mães)


O segundo domingo de maio é comemorado o Dia das Mães em várias partes do mundo. É um feriado universal e é também comemorado no Japão.

No Japão, o Dia das Mães, ou “haha no ​​hi”, foi introduzido após a Segunda Guerra Mundial.
Nesse dia, as famílias costumam ir a parques ou praças para um passeio e é comum também as crianças cozinharem alguma comida caseira para agradar suas mães. Os japoneses acham que é uma oportunidade para as crianças (especialmente aqueles entre 6 e 14 anos) de poderem expressar seus sentimentos, homenagear e agradecer suas mães que deu-lhes a vida.

Kanji de HaHa (はは)
Mãe em japonês! (母)

É costume também, os filhos darem cravos vermelhos para as mães. As crianças também têm a oportunidade de homenagear suas mães, desenhando um retrato delas em um concurso de arte. Uma exposição desses desenhos, muitas vezes viaja para outros países, sendo compartilhado em todo o mundo.

Sugestões de presentes para o Haha no Hi (Dia das Mães)


No Japão, vários dias antes do Dia das Mães, é comum ver nas lojas, anúncios para lembrar às pessoas, que haha no hi está chegando. As lojas oferecem uma gama de possíveis presentes para elas (lenços, bolsas, jóias, flores, etc). O presente mais popular no Japão no Dia das Mães são os cravos vermelhos, rosas ou amarelas e nesses dias que antecedem o Dia das Mães, as lojas e floriculturas aumentam os preços de uma maneira incrível, que podem chegar até 3.000 ienes (cerca de 50 reais) por cada buquê de cravos.

Bolsa de Furoshiki

bolsa de furoshiki
bolsa de furoshiki

Uma idéia de presente artesanal, que você mesmo pode fazer e presentear sua mãe, é o Furoshiki. O Furoshiki é simples de fazer e pode servir como embrulho ou bolsa, que aliás fica lindérrima e fashion. Além do que é de origem japonesa e muito tradicional no Japão.Com apenas um pedaço de pano quadrado é possível fazer vários tipos de bolsa. É facílimo de fazer e tenho certeza que sua mãe irá adorar!

Modo de Fazer um Furoshiki

Furoshiki

Como fazer um furoshiki:
1- Primeiro posicione o lenço aberto em uma base lisa.
2- Em seguida, faça um nó em cada uma das extremidades do lenço, deixando uma sobra de tecido no final.
3- Levante as pontas para cima e faça um nó em cada dupla para formar a alça da bolsa.
4- Agora é só ajustar o tamanho da alça e sua bolsa está pronta.

Passo a passo para fazer um furoshiki ( Mais abaixo tem uma aula prática)

Feliz Dia das Mães!


fonte: japao em foco